Tweetar Post/Página

Já assistimos ao aguardado longa Os Cavaleiros do Zodíaco - A lenda do Santuário. Confira a crítica

Animação estreia nos cinemas brasileiros no dia 11 de setembro, em cópias digitais e dubladas com as vozes originais dos desenhos


Hyoga (Cisne), Seiya (Pégasus), Shun (Andrômeda) e Shiryu (Dragão) estão de volta, com armaduras repaginadas. Créditos: Diamond Films/Divulgação

Antes de começar a falar sobre um dos lançamentos mais aguardados por aqueles que viveram a infância/juventude na década de 1990, uma breve volta no tempo...

             O ano era 1994 e eu era um dos milhões de brasileirinhos que ficava grudado na tela da extinta TV Manchete para conferir o fenômeno japonês Os cavaleiros do zodíaco. Entrava na fila das bancas de revistas para comprar as edições mensais da Herói, que trazia Seiya e companhia nas capas. E, para a infelicidade do meu pai, gastava rios de dinheiro (dele) para tentar comprar pelo menos metade da coleção dos bonecos originais da Bandai - ter os cinco cavaleiros de bronze e os 12 de ouro já estava de bom tamanho para mim -, além do álbum de figurinhas completo. Depois, vieram outras febres, como Power rangers e Pokémon, mas nenhuma tão marcante quanto a dos guerreiros de armadura que protegiam a deusa grega Athena. Portanto, vale ressaltar que esta crítica é escrita não apenas por um jornalista, mas por um fã declarado do universo criado por Masami Kurumada.

            Em celebração ao aniversário de 20 anos do início da exibição do anime no Brasil e os 40 anos de carreira do mestre Kurumada, no dia 11 de setembro (próxima quinta-feira), estreia no Brasil Os cavaleiros do zodíaco: A lenda do santuário, terceiro longa-metragem da franquia a ser lançado nos cinemas e o primeiro produzido com animação computadorizada. Ao invés de dar sequência à saga, a Toei Animation resolveu fazer um reboot da série, que acaba agradando tanto os fãs mais saudosistas quanto o público mais novo, que não cresceu assistindo às aventuras de Seiya e seus amigos.


Saori/Athena vai ao Santuário com os cavaleiros de bronze para desmascarar o Mestre. Foto: Fatima Gigliotti/Diamond Films B

              O filme apresenta um apanhado do melhor da Saga do Santuário (a mais querida dos fãs, composta por 73 episódios) em resumidos 90 minutos, com destaque para a Batalha das 12 casas. A história é basicamente a mesma da série: o Mestre do Santuário ordena que os cavaleiros de ouro matem o “traidor” Aiolos, cavaleiro de Sagitário, que protegia um bebê que seria a reencarnação da deusa Athena. O guerreiro consegue entregar a criança aos cuidados de um milionário japonês, que reúne um grupo de órfãos que, mais tarde, seriam os defensores da jovem Saori Kiddo (que, até então, não sabe que é uma deusa).

Batalha

Depois de uma eletrizante apresentação dos quatro cavaleiros de bronze principais - Ikki (Phoenix) vira um mero coadjuvante no longa -, com armaduras completamente repaginadas (o 2D digital as deixa com detalhes ainda mais impressionantes), Seyia, Shun, Hyoga, Shiryu e Saori seguem para o Santuário, a fim de desmascarar o Mestre. Tudo em cenas repletas de bom humor, recurso não tão explorado na TV. Enquanto na animação original o Templo de Athena e as 12 casas ficavam na Grécia, agora eles estão localizados num universo paralelo, que mais parece ter saído de um dos games Final fantasy. Não que isso prejudique o filme, mas deixou a ameaça iminente mais “distante”, pela batalha não se passar na Terra.


Cavaleiros de ouro ganham mais destaque no novo longa-metragem. Foto: Fatima Gigliotti/Diamond Films B

          Uma das inovações mais bacanas é que, ao invés de carregarem aquelas pesadas caixas das armaduras nas costas, os guerreiros levam suas vestimentas numa espécie de pingente, que se transforma de acordo com o desejo do dono. Os cavaleiros de ouro ganham grande destaque na trama, em especial Mu (Áries), Aldebaran (Touro) e Aioria (Leão). De ameaçador, Máscara da Morte (Câncer) vira um mero bobo da corte - com uma cena musical, até com uma dancinha, bem desnecessária. Outra surpresa é que um dos guerreiros dourados no longa-metragem é uma mulher (não, não é o Afrodite de Peixes).

           Os principais duelos são o ponto alto do filme, impressionantes e sem aquelas pausas dramáticas chatas que duravam mais de 20 minutos na TV. E o melhor de tudo: a dublagem é toda feita pelo time original da animação! Com exceção de Kamus (Aquário) e Milo (Escorpião), as vozes são as mesmas do clássico desenho, do irritante mordomo Tatsumi ao ameaçador Mestre do mal. Um banho de nostalgia.


Santuário e as 12 casas ganharam um ar mais futurista na versão computadorizada. Foto: Fatima Gigliotti/Diamond Films B

Lacunas

É óbvio que a gente sente falta da musiquinha original (Pégasus, ajuda o seu cavaleiro...) como tema em algumas das cenas. E, claro, o filme poderia ser um pouco mais longo, para aprofundar melhor a história de alguns personagens - apenas Seiya, Shun e Saori ganham o destaque que merecem - e colocar um pouco mais de ação dentro de algumas das 12 casas. Mais de 70 episódios resumidos em uma hora e meia?! Não dá nem para ter uma pequena noção de mitologia grega ou astrologia, como acontece no desenho. Mesmo com alguns pequenos pontos negativos, não há como se decepcionar. Os cavaleiros do zodíaco: A lenda do Santuário é uma excelente animação que honra o legado de Masami Kurumada. Bela homenagem para o mestre e todos os fãs.

Assista ao trailer oficial de Os cavaleiros do zodíaco: A lenda do Santuário:




Confira vídeo do making of da dublagem brasileira:
 
Compart

Por: Mundo MS Inc.

Navegue pela Data e encontre as Matérias em Ordem Cronológica.